Como calcular os custos da obra de forma eficiente?

Como calcular os custos da obra de forma eficiente?

O orçamento final da edificação já foi definido. Agora é a hora de calcular os custos da obra. É preciso detalhar para onde esses valores serão aplicados em cada etapa do projeto.

Existem diversas maneiras de como efetuar o cálculo de custos da obra. Quando feito de maneira otimizada, facilita a vida do gestor ao prestar contas com o cliente e construtora.

Com o documento em mãos, é possível manter o controle sobre os gastos totais da construção, além de ajudar a identificar onde será possível economizar mantendo a qualidade do trabalho.

Quer aprender como fazer estes procedimentos sem dor de cabeça? No post de hoje, vamos te mostrar o passo a passo de como calcular os custos da obra.

Aprenda como calcular os custos da obra!

Na fase de planejamento, o gestor deve especificar como serão definidos as etapas da obra: equipamentos, materiais, número de trabalhadores e horas trabalhadas. Após isso, um valor é estimado para suprir todos os custos de acordo com o orçamento estipulado no início.

Os custos da obra podem sofrer alteração de acordo com o período de construção e o objetivo do projeto.

Este orçamento é dividido, geralmente, em três estágios. São eles:

  • Estimativa de custos
  • Orçamento preliminar
  • Orçamento analítico ou detalhado

Estimativa de custos

É o valor aproximado do custo da edificação baseando-se em projetos anteriores, de modo semelhantes e localizados na mesma região, ou por tabelas desenvolvidas por empresas privadas e/ou públicas.

Na construção civil, o indicador mais utilizado nestes casos é o CUB (Custo Unitário Básico), cujo valor é derivado da pesquisa mensal do SINDUSCON de cada estado. O CUB corresponde ao valor do metro quadrado de cada estado obtido por meio de coleta dos valores cumpridos pelas construtoras.

Os custos do CUB dividem-se em:

  • Tipo de construção
  • Número de pavimentos
  • Número de quartos
  • Padrão de acabamentos

É importante destacar que o Custo Unitário Básico não inclui custos com paisagismo, elevadores, impostos, lucros, valor do terrenos e etc. Portanto, não considere o CUB como ferramenta exata para formalizar o orçamento.

Orçamento preliminar

Nesta etapa, já estão definidos quantidades e os custos de pequenos pacotes de trabalho, possibilitando a estimativa do valor de compra de materiais e mão de obra necessária para execução da obra.

Orçamento analítico

Nesta fase, os custos mais detalhados da construção são discriminados. Ou seja, cada serviço deve conter as quantidades de materiais, equipamentos e mão de obra utilizada de forma detalhada.

Dentro do orçamento analítico, estão inclusos os custos diretos e indiretos.

Os custos diretos são determinados pela composição dos custos onde são apresentados as quantidades e índices de insumos e mão de obra da obra.

Já os custos indiretos não estão necessariamente ligados com os serviços executados da obra. Aqui, são incluídos gastos administrativos, como salários, impostos, locação de escritórios, lucros, dentre outros.

Para calcular os custos da obra com mais facilidade, é indicado o uso de planilhas, simuladores ou softwares que facilitem o controle do orçamento e permitem acompanhar os gastos de cada etapa da construção em tempo real.

O uso destas ferramentas ajudam o gestor responsável a ter uma visão mais ampla e detalhada da evolução do projeto em curso.

Nestas informações que serão adicionadas, é importante incluir o custo hora-máquina. Ele é dividido em cinco pontos estratégicos:

  • custo de aquisição;
  • vida útil;
  • manutenção;
  • valor residual;
  • depreciação.

Essa medida vai ajudar a evitar gastos desnecessários, além de contribuir na tomada de decisões.

Vejamos agora como cada uma delas funciona:

Custo de aquisição: diz respeito ao valor de compra ou locação de equipamento. O construtor deve avaliar qual deles investir de acordo com a necessidade e objetivo do projeto.

Vida útil: período estimado de funcionamento do equipamento, geralmente estabelecido pelo fabricante. O tempo de vida útil pode ser prolongado dependendo da máquina, manutenção, condições e carga de trabalho.

Manutenção: refere-se ao manuseio, conservação, limpeza e armazenamento do maquinário. Para aumentar a durabilidade das máquinas, o construtor pode fazer um cálculo anual. Isso vai facilitar a calcular o valor estimado do custo da manutenção.

Valor residual: mesmo que a máquina tenha sido utilizada por longo período de tempo e tendo ultrapassado o tempo de vida útil, os equipamentos ainda mantém valor de revenda no mercado, principalmente se estiverem em boas condições, bem como as horas de uso. Esse valor residual pode chegar até 20% no valor de aquisição. Exemplo:

Uma escavadeira que custou R$ 200.000, ao final de sua vida útil, ela pode ser revendida por até R$ 40.000.

Depreciação: é a perda de valor da máquina, provocada pelo desgaste físico, má conservação e período de utilização. A depreciação pode ocorrer também devido a desvalorização econômica por causa das inovações tecnológicas. Você pode efetuar o cálculo de depreciação das máquinas através do método linear: valor de aquisição (VA) deduzido pelo valor residual (VR) e dividido pelo número de horas de vida útil (VU).

Viu só como não é tão difícil calcular os custos da obra? Com um orçamento bem detalhado, com certeza você vai conseguir definir os gastos totais com mais facilidade e vai evitar possíveis desperdícios.

E como vimos, os custos com equipamentos também devem ser incluídos dentro do seu orçamento.

Se você está pensando em quais equipamentos escolher para sua construção e garantir o máximo de eficiência, reunimos neste texto dicas essenciais para te ajudar neste processo.

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